Li uma matéria sobre uma múmia de uma princesa que foi deixada com quatro cavalos, para facilitar a sua volta em outra vida. Assim, acabei lembrando de nós, desse amor que foi soterrado em nossas vidas, esperando um outro momento, outra machadada, um soar de gaitas. As lembranças que a memória deixa fluir me faz recordar de toques de um xilofone quando felizes, quando tristes ou mesmo lembrado como na maioria dos tempos, com toques de um acorde só em uma harpa, que ressoa e inunda um vazio. O mar dos contos infantis, a bunda de uma tartaruga, tudo têm entendimento quando o teu sinal do lado do nariz me pisca, e teu rosto vai de encontro ao sol e tu ficas de barriga tremula em busca de um banheiro. Quando penso em nós, lembro daquele show que fiquei tão magoado de não teres ido, lembro de ontem, da falta de educação, de quando baixei a cabeça na janela do ônibus, de quando me escondi atrás de um coração valente, e tudo volta a se misturar, tu, shows, tumbas, tartarugas, múmias, felicidade e um bando de banda boa que volta a surgir.
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