domingo, 6 de janeiro de 2013

Coração Vagabundo.

Quando entrou na caixa posta, minha alavanca puxaram, "meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo, tudo certo como dois e dois são cinco". Tu me mostraste que o bom vive aqui, a gente só precisa achar, procurar mais, a gente quase não se mostrou, mas eu sinto que te conheço. Agora isso que não existe me dói, me faz ruinar, olhando pro espelho enquanto cantava observando meus olhos tristes, esses mesmos tão parados disseram-me: "Esse amor não é bruto porque ele te maltrata, tu te maltratas, o amor é amor, e a brutalidade vem de ti, amando brutalmente por ai uma pessoa que não se mostra".

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gal disse: Vão!

O motivo de minha frustração, não é porque tenho cem mil desejos não realizados e sim por ter apenas um, boa parte dessa frustração encarrega-se à um deles. Esse desejo que é incompreendido pelo destinatário e incapaz de ser enviado pelo remetente. A frustração começa em mim, no meu bloqueio, no meio da quadra, me prende e me domina, o receio é a minha frustração, o receio de não fazer, fazer acontecer o que eu tanto quero, mas por medo não digo, não faço.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Agraciados.

O que os poucos vêem?
O que os porcos vêem?
Onde tem nem sempre dá pra ver,
dá pra enxergar um copo, um filme do Coppola.

O que está invisível? Não sei, quero saber.
O que está de baixo do tapete?
Dentro de um olhar, perto do coração?
O que está dentro de uma lágrima
enquanto ela cai rolando no vento?
A Física estuda, explica e compreende,
assim como a Filosofia teórica,
a Matemática prática. Todas as aulas.
Mas há coisas mais profundas, mais profanas,
das fulanas, no meio das Anas que vêem mais,
que aproximam-se de Marte,
que chegam mais longe, que manipulam a cena,
que captam o olhar com palavras,
que traduzem sentimentos.

Ana de Belém, Ana de Amsterdã,
todas as Anas e seus namorados, Joãos sábios,
poucos deles saberão dizer onde,
mas conseguem observar, são mágicos,
tem amplos olhos, visão panorâmica,
enxergam as palavras escondidas dentro das ações humanas.
São magos, magos do cinema, o filme presta!

sábado, 29 de dezembro de 2012

À procura.

Juro que não parei pra pensar, e nem precisei.
É tão óbvio, que o louco ao apaixonado, que o são ao iludido, que todos eles sabem.
De todos os extremos, dos sedentários até os como eu - que tremo -.
São diferentes e normais, podem até ser casuais. Mas continua sendo tão óbvio.
Entre todas as semelhanças e disparidades, entre a comilança e a sanidade.
Todas as raças e crenças, entre as mentas e as mulheres ciumentas.
Temos todos algo em comum...

Do psicopata que mata a vítima e do manipulador que se faz de vítima,
temos todos algo em comum.
Da piranha que procura carne de molho, até a aranha que se esconde atrás do repolho,
temos todos algo em comum.
Do jornaleiro que pensa em vender, da formiga que pensa em render,
temos todos algo em comum.
Então procuramos, mas não encontramos em lugar algum.

Mas existe, vemos nos filmes, nos nossos lábios em raridade, mas existe.
Temos todos algo em comum, temos um objetivo em comum,
temos todos algo em comum.
Temos todos algo em comum, temos uma meta em comum,
temos todos algo em comum.
Temos todos algo em comum, quando encontrarmos a felicidade,
teremos todos conseguido achar algo em comum.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Não é poesia, é impulso.

A boca que acabou de falar ainda sussurra nos meus ouvidos, não é à toa, a tua beleza depois de cem chamadas desligadas não mudaria, sei que não. Mesmo que teus lábios sequem, que tua língua corte, tuas palavras não perderão o sentido, o sentido que faz disso tudo lógico e raciocinável. Que traz razão pro meio da algazarra. Tu me pareces o sentido pra tantas coisas no momento, como se minha vida tomasse um rumo, isso de bom pode se tornar ruim na minha cabeça maliciosa que teme cair em expectativas alheias. Minha mente psicótica diz que não devo me entregar à amores intocáveis, que devo ser real, manejável, pra que eu possa fazer da minha vida algo concreto, mas te vendo de longe...
Não te vejo.
Te imagino.
Te imaginando. Ah... Tão doce.
Te imaginando aqui do calor, pareces quase uma miragem no meio do deserto, quase impossível de te ter. Penso já começar uma coisa distante pulsando em nós. Mas acho que é minha cabeça que vai longe em ideias fantasiosas que ela cria. Mas quem sabe, quem saberá? Quem viver. Quero ver.