terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A mesma parede, tantas cores.

Se ponho aquela música  daquele CD velho, logo tiro as calças e ponho o pé pra cima, perfuro pensamentos velhos, o cal escorre pelas paredes e tudo parece como antes, a mesma cor vívida das tintas passadas, os quadros e desenhos que hoje se escondem atrás do branco que passaram na semana passada. Pensar mesmo é sempre bom, costumo não parar de pensar, nem que seja naquele filme velho que não lembro o nome ou simplesmente no espaçamento que as lajotas têm pra não racharem. Penso sem pensar, no futuro daquela parede, no futuro de mim, e quando não acho resultado, a previsão vai falhar, desando meus pensamentos e quando eles se esbarram até se esborracharem no chão, volto pra cá e mudo o CD.


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