quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pé de feijão, um grão.

Era lá eu, o primeiro sinal,
fecundado nas dunas de Algodoal,
aos dez em cima de um beliche ao nível do mar,
aos doze, preferiu a cama,
aos dezessete prefere o colchão no chão,
cada vez mais perto da terra.

Quando nasceu a terra era alta, era uma duna,
quando cresceu a terra baixou, era chão,
agora se procura no meio dos grãos
no meio da música do Legião,
no meio da multidão, a grão, são,
ainda sou eu, lá eu, os últimos sinais.

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