terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Seaside.

No mar que venho navegando, não vejo os peixes passaram, não vejo as ondas a betar nas pedras, não vejo o sol a queimar a pele. No mar que navego, não vejo as sereias cantarem, não vejo outros barcos a viajarem. Os caminhos andam se fechado, o mar remoto dos tempos de outrora, a vida a se bater pelo silêncio. Não vejo sorrisos de crianças a beira mar, não vejo acenos de grandes navegações, nem choros a se distanciar. Não vejo mais chegadas e nem partidas. Não há do que reclamar, não há problemas, não há vida, nem petulância alheia. A matar-me sobrou o silêncio do nada, o vazio condena o solitário homem a navegar sobre águas tranquilas, jamais amadas.

Um comentário:

  1. Obrigado pelo comentário no meu blog. Se quiser conversar sobre literatura, adiciona aí: ott.campos@hotmail.com. Abraço.

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