domingo, 1 de janeiro de 2012

Pensamento fora de órbita.

O pé permanecerá trêmulo e o frio subirá pela espinha dorsal da tua saudade, tua estrutura sempre foi forte, mas não aguentará a queda bruta até o chão, tuas lágrimas cairão sobre a poça na frente da casa dela, teus olhos sem piedade não serão indolores pra ti, muito pelo contrário, teu coração se tornará pano de chão, teus direitos de homem não serão respeitados, nem tua dignidade te manterá em pé. Teu corpo, lágrimas, poça, lama, chão, trêmulo, dor, piedade, saudade. Nada a importará, tudo será teu, e tudo se dissipará com o vento, a chuva que cairá lá fora tenderá a puxar-te para as árvores, mas teu apego te manterá preso dentro daquela casa, e os dias todos se passaram sem te dar bom dia, e as paredes não te abraçarão, teu corpo sem refúgio, tua alma perdida, sentado em uma cadeira com uma arma na mão e um certeza de que nada será como antes, de que o voo até o chão será a menor dor sentida em todos os tempos, tudo se findará.

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