segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Interface demais.


Há tanto tempo que as esquinas já não correspondem aos passos, há tempos que não ouço mais as risadas esdrúxulas da tua boca e ao redor do mundo, do meu mundo, o silêncio ecoa o vento, que leva, me prendo aqui dentro, ouvindo em Leave o grito agonizante da minha voz, mas o Glen parecer gritar no final da música assim como gritou em mim no fim daquela nossa conversa essa voz. A última, o último tiro, o estouro, as corres se misturando na parede, e assim de repente tudo virando obscuro, a última vez que te vi, o som dos teus últimos passos compartilhados comigo, teu olhar tristonho, tua dor e a minha, e eu me perguntava por que tinha que ser assim. Então naquela noite, quando tudo se foi pelas frestas da árvore contigo, tudo aquilo, toda canção e dor, toda presença. Foi então que eu vi, que aquilo só seria o começo de anos e anos de dor, sem ter nada teu aqui em mim, a não aquele rastro estraçalhado de sangue que tu deixou pela casa do meu peito que te abrigava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário