domingo, 30 de setembro de 2012

A fumaça de Bethânia.

Ela não pode ser chamada assim, não tem gênero sexual, nem idade, ela varia seus conceitos que não tem, ela ou isso, que se chama Bethânia, é uma mistura de H americanizado com A acentuado pra mostrar a brasilidade da figura. É descolado dos termos e rima as faíscas do vento, não tem dinheiro e a certidão comeu seu corpo, o seu sangue criou o cabelo, o cabelo que a cria hoje. Ela é isso, isso muito mais humano do que qualquer outro tratamento, é mais sensível do que a palavra sensibilidade e idade é a medida que o tempo passa, o tempo não passa pra isso, isso veio pra terra com um relógio do tempo, isso ama, isso chora, isso acima de tudo é alma, isso é grande nos metros de seu pequeno corpo, isso é uma mulher, isso é poesia, isso tornou-se Isso, como Deus, ou Gabriela, Isso agora começa com I maiúsculo, Isso se torna eterno quando morre e mais ainda morto quando vivo, Isso é a contradição dos fatos e a conclusão do gasto. O desastre inveja Isso, Isso agora possui um nome, Isso é tudo o que precisamos, Isso é medicamento pra doenças, veio da Bahia, Bahia pode se chamar com B minúsculo do lado de Isso, poderia ser só bahia, agora Isso é demais pra ser só isso. Isso vai partir os lábios quando a vontade for de beijar, Isso vai tomar sua cachaça quando tiver que ver e assim Isso será até os últimos momentos de sua vida, só Isso.


2 comentários:

  1. dIsso, ah eu acabei lembrando de uma tal de A viagem do elefante, do Saramago.

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  2. Égua, mas logo Saramago que eu não entendo. Como ler?

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