segunda-feira, 25 de junho de 2012

les tigres reguliers



Vi uma cópia remasterizada de filmes franceses antigos, era tudo farsa, uma moça lá tinha cara de artista brasileira, e o moço a deixava deitar-se com outros rapazes, veja só meu tio, que pouca vergonha. Vi também o primeiro filme de um diretor velho e louco, o próprio nome do filme já era uma chacota, ria de mim, ria do filme, era isso mesmo, andava me afogando em filmes, pretendia eu quando parti nesse destino, ver filmes que me levassem pra jantar e me deixassem em casa no final da noite, mas nada disso se cumpriu. No filme o mocinho se apaixona pela mocinha, e a mocinha por ele, mas no final sempre acontece um imprevisto, ou é o pai da mocinha, ou é por causa de morte, por causa de doença, por indecisão da mocinha, por compromisso patriótico do mocinho, ou pelo tal do destino que serve pra mover tudo o que está na inércia do tempo, sempre variando o sinal do vento e levando pra longe tudo de perto e trazendo tudo que estava longe demais e nem esperávamos ter um dia. É tio, se tu soubesses como machuca, não amarias mais ninguém.

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