Este CD é tão doloroso como tirar o cascão da minha ferida, é tão sensual quanto os dias que vi a tua sombra pela janela se despindo em teu quarto escuro. É tão pessoal como és. Vive nos limites de Dionísio, que mais parecem com os teus limites. É saboroso como a carne dela em minha boca. Teu suor, teu pelo, teus apelos, tudo isso que transforma-te em cheque ou mate. Um mate do sul iremos tomar, um cheiro no cangote, a última música de números romanos. Algumas mais "nós", outras menos, menos do que somos (mas que queríamos ser). Musicalizados nossos encontros, e as flores que te dei viraram versos de um poema, logo vieram novas mulheres despeitadas de amor e as doaram melodias. Na casa de nossa escritora, o jardim está vazio, a mulata despejou-se depois dos tantos dias de luto. Bom, voltando à nós. Sim, esse CD é Nós, e nem é de Marcelo Camelo, nem de ícone pop, é CD de gente que também sabe amar, feito Desafinados pelo mundo inteiro, por fim, donde descontínua nosso amor em todas faixas romanas.
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