Sei que está de noite, sei que o sol demorará um tanto pra voltar, mas quem aqui está falando da natureza? Pra que serve ela, pra que serve tudo isso? Todos esse manuais elaborados cautelosamente sem nenhuma humanidade. E na verdade, eu queria saber quem está falando aqui? E se há alguém aqui pra falar, porque embora haja sons, não há pessoas. Só há ruídos agudos de fantasmas no rádio, e há mudanças de móveis pelos cômodos pra que possa ir se apagando essa lembrança de dias de outrora. Não há o que viver sem os cabelos alheios e os gritos tênues por aqui, tudo anda pacato, lento, manso, feito rio de inverno, a ponto de congelar, há quase absolutamente nada, à medir em todas as escalas, não se encontrará chance de sobrevivência humana nessas condições, porque será tudo morto, tudo inteiramente interrompido pelo sabor amargo da condição de não te ter. E nem nome se quer tu tens, só tens o forma desformada do meu aconchego e existência de alguém que eu queria poder ter. Tu não és ninguém, e eu muito menos.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Não nos bastará querer.
Sei que está de noite, sei que o sol demorará um tanto pra voltar, mas quem aqui está falando da natureza? Pra que serve ela, pra que serve tudo isso? Todos esse manuais elaborados cautelosamente sem nenhuma humanidade. E na verdade, eu queria saber quem está falando aqui? E se há alguém aqui pra falar, porque embora haja sons, não há pessoas. Só há ruídos agudos de fantasmas no rádio, e há mudanças de móveis pelos cômodos pra que possa ir se apagando essa lembrança de dias de outrora. Não há o que viver sem os cabelos alheios e os gritos tênues por aqui, tudo anda pacato, lento, manso, feito rio de inverno, a ponto de congelar, há quase absolutamente nada, à medir em todas as escalas, não se encontrará chance de sobrevivência humana nessas condições, porque será tudo morto, tudo inteiramente interrompido pelo sabor amargo da condição de não te ter. E nem nome se quer tu tens, só tens o forma desformada do meu aconchego e existência de alguém que eu queria poder ter. Tu não és ninguém, e eu muito menos.
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Dizem que um dia vem.
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