Esse choro de criança me comprime o peito, são todas essas crianças andando pela casa, são todos esses frutos de uma noite espalhados por aqui, feito fantasmas, talvez sejam, talvez sejam dores, ou desamores, ou qualquer coisa feita pra machucar ainda mais a pontiaguda dor que assopraram por aqui, e que saudade há de se sentir da nossa casa, do nosso lar, sem ao ter vestígios teus por aqui. Seremos nós ainda íntegros de nosso amor? Seres ainda vivos nas entrelinhas de um papel; Seremos vivos ainda em cada cômodo dessa casa? O tempo nos levou somente pra longe de nós mesmos? Ou será que nem me conhecer, conhece mais? Nos achados desse peito estão os garranchos perversos das tuas palavras, nos perdidos por aí o meu lamento. A efêmera dor que um dia passará.
Inspirado no filme "Os Outros".

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