
Agoniante é te ver de costas aos passos lentos me dilacerando, me tirando tua flor a força pelas mãos, teu peito não me conforta mais, agora ele se desaproxima, agora ele é teu e coisa tua pra mim não tem mais, só sobre a amargura de não te ter é o que vem a pensar que nós somos inferiores a eternidade e o que nos faz amar não são agrados, nem caricias de um domingo a tarde, não são flores entregadas pela manhã, nem o teu corpo da peça de quebra cabeça que encaixa perfeitamente no meu, não consigo ver de onde nasceu esse teu método de me fazer te amar, não sei onde tudo isso começou, porque se eu soubesse, tentaria voltar lá e fazer isso parar de funcionar, acabo realmente sem entender o começo, só sei enxergar o amor que sinto me queimar quando te vejo ir embora, como agora, porque o peito de um homem resiste a todas os confrontos por um amor, mas sem amor a nada resiste.
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