segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Boa parte de mim vai embora.


Hoje o sol nasceu e irá se pôr, nada fora dos conformes, nada fora do eixo, tudo normal, vidas apagadas, sonhos relembrados, cartas escritas, planos cumpridos, feito de sorrisos e das lágrimas que se poe junto com o sol. A cor de nossas roupas só desbotou mais um pouco, mas logo iremos no sol, mostrar que elas ainda assim não deixam de colorir, nossos sonhos se estabeleceram nas noites frias, em que vivemos um pouco do que almejamos, porque sonhar não passa de uma grande ilusão que alimentamos a cada noite como um refém. Nada desse dia vai nos mudar, nada do que o tempo não dê conta de encobrir, nada que o nada do próximo dia não nos dê. Isso tudo, o hoje que é fruto do ontem e o imprevisível do amanhã, nada que eles todos não possam mudar. Mas sempre há um pouco de nós em cada um deles, sempre há um pouco de mim que se poe junto com o hoje, um pouco que sobrou de ontem e o resto eu deixo pra amanhã.

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