Não é um relacionamento quando se baseia em duas pessoas, uma inteira e a outra é um meio. Um meio precisa parcialmente da outra, e a outra toda inteira se diverte com pedaços do meio. O meio procura pelo inteiro, enquanto o inteiro se distrai divagando. Quando o inteiro liga resolve ligar, pergunta: Por quê a voz de meio, que é tão comunicativo, está sem timbre, sem invocação? É então, sem procrastinações, responde-lhe ao tom mais verídico que consegue atingir: É justamente por isso, procurar tanto por essa comunicação e não achar, faz do ser mais comunicativo, o mais recaído em súbitos silêncios. E o intolerante egoísmo do inteiro resolve despachar o meio como um pedaço, resto, sobra, um porcaria impotente, sem valor. Desliga!
Mal sabiam ambos, que o inteiro era infeliz por ser inteiro e tudo ter, sem saber o que procurar a mais, distraia-se em qualquer lugar, a busca de qualquer coisa, e o meio, tão ausente de tudo, procurava o que mais lhe faltava, era uma busca incessante, porém, sábia. O melhor de tudo é que poucos devem saber o que anos depois irá acontecer à meio e inteiro, talvez seja um e meio, talvez meio torne-se um, ou um vire zero em questões de segundo. Talvez isso seja um pequeno número pro tamanho que meio signifique, e tão alto valor pro egoísmo de um.
Depois dessa noite, em meio a luz da lanterna, meio decide mudar esse vazio.
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