segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Acabou, acabo-me.

Antes de largar isso aqui, esquecer tudo, ir deitar e pensar em como os meus dias tem começado e terminado, lembro das madrugadas que foram poucas, mas fortes madrugadas, cheias de orvalho pela manhã que eu quase chegava a ver, na verdade, houveram dias em que cheguei a ver a lua e o sol nascer no telefone contigo, enquanto fotografava a luz do poste sobre a rua molhada, o orvalho chegou e o telefone não descarregava, porque toda aquela energia, aquela música forte e intensa me consumia, a gente não deixava terminar, a gente não acabava, a gente não tinha fim... naquele momento.

Dias depois, sem sinal, sem bateria, a luz quebrou, a câmera também não funcionou mais, as madrugadas eram soníferas, o celular sem bateria logo quebrou, a gente não se falava mais, tu não eras mais presente, a gente se consumia de solidão agora, cada um no desconforto da sua cidade vizinha, em nossas camas não se ouviam mais murmúrios de celular, e gente não tinha fim... naquele momento. O fim achou a gente agora... nesse momento.

A gente terminou, o fim nos alcançou e não consigo mais alcançar-te, a ponta dos meus dedos furam o vento que há entre nós, nesse infinito espaço dentre as matas da Amazônia. Há ônibus, há tempo, há vontade minha, não sua, eu suo, suo de saber que nada mais posso fazer, nem consertar o celular me basta, muito menos te escrever uns remendos poéticos em cima de uma foto tua, nem desenhar um amor platônico na borda botânica da tua camisa, acabou o creme cheese, acabou amor, acabou porque há de acabar um dia, mas não paro de me acabar por ti.

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