Os loucos, os maquiavélicos e eu. Arrumaremos de qualquer forma um jeito de não parecermos indefesos, nós abrigaremos nossos medos em caixotes subterrâneos e nos mostraremos perigosos, nos prenderão nas suas caixas cercadas de arames. Nós planejaremos uma forma de nos libertarmos, então amaremos, queimaremos, cortaremos o mato do caminho, abriremos espaço, caminharemos pelo meio do sertão, mataremos seus filhos, suas mulheres e os bodes até o litoral, chegaremos aos navegantes, pularemos pra dentro dos barcos, pegaremos carona e visitaremos os portos do mundo, semearemos nossas pragas nos prostíbulos do mundo, a peste será viva e espalharemos-na pelo mundo inteiro, as doenças virais, levaremos nossos mosquitos e onças, seremos odiados, seremos só revolucionários. Então, é dessa forma que o governo nos vê quando possuímos inteligência suficiente para que possamos ver a desilusão social atual, é dessa maneira que nos veem, os bastardos, os desnaturados filhos de dona Maria. É assim que nos veem, é assim que seremos vistos se for de bem ser.
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