Vinha no meu barco, na maré, no balanço do canoa, no remo, na garoa, vinha pensando em nós dois, nos nossos nós, diferenças e antagonismos costumeiros, vinha caminhando por aquela rua cheia de postes, iluminando a noite turbulenta da cidade, mas eu vinha perdido, me confundindo com tantas perguntas, tão diferente do luxo das pessoas, vinha com o cabelo preso em um monte, o que causava risadas, mas eu vinha andando, e no fone que ecoava fundo, dizia-se "Aqui é uma festa amor e a tristeza em minha vida". Logo tudo faria sentido, a noite, os calos, uma foto tua mental com efeito de filtro de café coado. Procurava mais seriamente alguém, como dizia lá também, "Jurei um dia te encontrar", e acho que serás tu mesmo, com todo o pessimismo, eu acho que somos nós a jogada dessa vida. A cartada, a sacada, a marcada desse coração, o pulso do Cazaquistão, a moradia aqui no meu colchão. Venha, espero-te, com carinho!

Otto embalando toda uma vida de jogatinas de amor! ♥ Ai, suspiro em looping eterno.
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