terça-feira, 27 de setembro de 2011

Com licença, hoje é 27 de setembro de 2011 mesmo?


É temperamental, cheio do vazio da cenoura e da brócolis, não aceitei, não deixei se aproximar, era ponte pronta pra pular, era poste pronto pra piscar, era gente feita, fina e feroz que aceitou, era comida típica fermentada no banho maria, era mulher absorvendo-se, era homem sem voz de poder, era pai ocupado pegando emprestado as economias do mundo, era mundo de hoje, era o agora que chegou pra nunca mais. Todo mundo se transpassava, ninguém parava pra perceber a alusão, o tiro na culatra, o calo no pé, a farpa no dedo, era tudo transfusivo mas apartado, era gente chorando, criança, velho, homem e mulher, era menina sem monitor, era poder na mão de poucos, era mundo de hoje, era gente estrangulando a vida pra continuar a respirar por uns tempos garantidos, era todo mundo lutando, feito guerra nas estrelas, só que era tudo mais obscuro, estrelas não brilhavam, o homem tinha feita seu poste mais ofuscante. Só sei que tudo havia se perdido no caminho, que tudo havia desaparecido no final, soube que ninguém sobreviveu, soube que só livros e discos retratam aquela época, era tudo contemporâneo, era gente de má e boa índole misturados, não se percebia diferença, as roupas eram das mesmas cores e mesmas marcas, eram robôs e não sabiam, ou melhor, preferiam abominar o diferente. Era época de seca, pessoas pulando a cerca, acerca do prazer se tinham filhos fora do casamento, tinham contas não pagas, era uma sociedade desfeita, atrofiada, eram fragmentos de amor, era luz aos ricos e insegurança aos pobres, mas todos tinham medo, ainda robôs, eram humanos, eram porta retrato de mesa torta, descombros por cima de casa, falta de água, falta de emprego, era miséria, virou tudo pó, dissolveu em água e o que foi um dia não existe mais.

Um comentário:

  1. Era época de seca, pessoas pulando a cerca, acerca do prazer se tinham filhos fora do casamento, tinham contas não pagas, era uma sociedade desfeita, atrofiada, eram fragmentos de amor, era luz aos ricos e insegurança aos pobres, mas todos tinham medo, ainda robôs, eram humanos, eram porta retrato de mesa torta, descombros por cima de casa, falta de água, falta de emprego, era miséria, virou tudo pó, dissolveu em água e o que foi um dia não existe mais. S2 haha

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